A CONTRACULTURA DA BIG APPLE NA BAND
Toninho Buda, 21 setembro 1997
Há cerca de 15 anos atrás, nós estávamos
produzindo um Seminário de Ufologia, em Juiz de Fora,
com a participação dos grandes nomes ligados
aos discos voadores na época (como Ademar Eugênio
de Melo, Paulo Fernando Kronemberger e Franz Hochleiter
- o maior especialista mundial no Calendário Maia,
até hoje residente na terra do Itamar Frango). Nesta
época eu conheci uma aluna brilhante do curso de
Comunicação da UFJF, que só vivia falando
em ir trabalhar com vídeos em Nova York... Eu ficava
pensando “pô, vídeo em Nova York?!...”
Aquilo me parecia mais uma dessas “viagens”
que todo estudante de comunicação tem, para
compensar a frustração de estar num curso
com pouquíssimas oportunidades de trabalho e num
mercado ferozmente disputado a tapas...
Pois bem, não demorou muito e ela foi. E está
lá há mais de dez anos. Neste período,
ela continuou se especializando nas universidades americanas
e há poucos dias eu recebi dela um e-mail, contando
as novidades e dizendo que hoje já é produtora
e que um de seus trabalhos acabou de estrear - sábado,
dia 20 de setembro de 1997 -, no “Programa H”
da TV Bandeirantes. É ela que está produzindo
o “Supla de Nova York – Informer”. Eu
fiquei muito feliz com isso, porque sei que ela está
realizando o se sonho de 15 anos atrás. É
muito bom ver uma pessoa atingir seu objetivo.
Mas a minha satisfação se tornou maior ainda,
quando eu percebi que ela está produzindo um programa
totalmente voltado para a contracultura e dentro do maior
gueto underground do mundo, que é o Village, em New
York City! E mais: produzindo um brasileiro - o cantor,
ator e compositor Supla - que está fazendo o maior
sucesso por lá! A produção deste programa
especial para a TV Bandeirantes, conta com uma equipe de
técnicos e produtores com vasta experiência
profissional na área de produção de
vídeo e de cinema, no Brasil e nos Estados Unidos.
Vou deixar a Mônica falar um pouco:
“Supla vai mostrar à audiência brasileira,
Nova Yorque através de seus olhos. Sendo um habitante
da Big Apple há três anos, ele já é
um músico conceituado nos meios artísticos
do underground da cidade, com sua banda “Psycho 69”.
Supla vai mostrar coisas inusitadas e desconhecidas, através
de personagens criados por ele, como o “Coringa”
e o “Informer”. O público terá
oportunidade de curtir desde entrevistas com pessoas famosas,
artistas e músicos conhecidos no Brasil, como entrevistas
e bate-papos com personagens novaiorquinos desconhecidos,
mas que fazem a cidade acontecer.
Entre os programas já prontos e ainda inéditos,
está um passeio de moto com a modelo brasileira Shirley
Mallman, onde ela acompanhará o astro em suas aventuras
inéditas no bairro do Village, em Nova Yorque. A
partir daí, o apresentador, através de suas
várias facetas e encarnando a figura do “Coringa”,
mostrará que – além de fazer o bom e
velho Rock’n’Roll -, ele sabe também
mexer com a cabeça da garotada.
Através de outro personagem – o “Informer”-,
o público brasileiro poderá também
conhecer a deliciosa loucura do mundo musical e underground
de downtown New York, como uma entrevista exclusiva com
a banda Agnostic Front (Frente Agnóstica) de hard
core (que estará inclusive tocando no Brasil em outubro/97)
e também as intimidades de uma casa de sadomasoquismo,
ou seja, o sexo também alternativo...”.
OK, Mônica! Boa sorte ra vocês e eu espero
que a partir de agora nós tenhamos um intercâmbio
cada vez maior na área da contracultura, para que
possamos estar falando também do que está
acontecendo no presente, no Brasil e no mundo. Pois tem
muita gente que pensa que a contracultura é uma coisa
que teve seu momento máximo em Woodstock e depois
definhou rapidamente até se extinguir completamente
em meados da década de 70. Tudo isso – e muito
mais – está mostrando que tanto os grandes
nomes do passado, quanto os que estão surgindo no
presente, representam aquela velha chama de Prometeu, que
nunca se apaga. Mesmo que os mais velhos – doentes
e desanimados como Bob Dylan – se aposentem, indo
cantar para embalar o cochilo senil de João Paulo
II no sanatório-asilo em que eles fatalmente se encontram
para choramingar.
Para finalizar, alô jovens da Nova Era! Já
estamos na Internet, na WWW (world wide wait, a rede mundial
de espera! Tudo nessa gambiarra demora ra cacete! Outro
dia eu fui ler a Folha de S.Paulo e fiquei tão nervoso
com a demora das seções se dignarem a aparecer
no vídeo do meu calhanbeque 486, que desci até
a banca da esquina e comprei o jornal de papel mesmo!).
Mas o e-mail funciona mais rápido e o nosso está
aí embaixo! Qualquer coisa, é só falar
com a gente! VAMOS NESSA, GALERA! VRUUUMMMM!